Ressonância Magnética by Imagiologia.com1.0
Foram os princípios da Ressonância Magnética originalmente desenvolvidos por "Block e Purcell no ano de 1946, princípios estes que lhes mereceram a atribuição de um prémio Nobel da Física em 1952.
Em 1951, Gadillard demonstrou que era potencialmente possível obter localizações espaciais com a Ressonância Magnética.
Datam de 1973 as primeiras publicações por Lauterbur, relativas à localização espacial e à técnica de reconstrução projectiva por Ressonância Magnética denominada então de zeumatograjia.
Em 1975 é desenvolvido o primeiro protótipo de um magneto com fins comerciais e, subsequentemente de 1980 a 83, os primeiros estudos clínicos começaram a surgir na literatura.
Princípios Básicos
São constituintes básicos dos núcleos os protões e neutrões, os quais possuem
ambos momentos magnéticos, dando-lhes assim propriedades idênticas a pequenos magnetos. Quer isto dizer que eles produzem em si mesmo pequenos campos magnéticos, os quais sofrem a acção de rotação e orientação uma vez colocadas num campo magnético uniforme. Tendem os protões e os neutrões a alinhar entre eles, neutralizando-se uns aos outros em núcleos com números pares destas estruturas. Contudo, certos núcleos como os da água, possuem um número ímpar de protões, o que permite criar um momento magnético dipolar, permitindo assim o fenómeno de Ressonância Magnética.
Outros núcleos há que possuem idênticas qualidades, tais como o carbono 13 (6 protões e 7 neutrões), o sódio 23 (11 protões e 12 neutrões) e o fósforo 31 (15 protões e 16 neutrões). De todos, é o átomo de hidrogénio que tem um núcleo que consiste num só protão ímpar, que possui o momento magnético mais importante de todos os núcleos referidos. Como é sabido, ocorre o hidrogénio, quer na forma da água, quer na forma de gordura, com enorme quantidade no corpo humano. Devido à sua abundância nos tecidos, associado ao forte momento magnético que possui, o sinal do hidrogénio (água) é cerca de mil vezes superior a quaisquer dos outros núcleos atómicos com momentos magnéticos semelhantes.
Os núcleos de hidrogénio, uma vez situados num campo magnético, têm tendência a alinhar com o mesmo, com uma discreta maioria paralela à direcção do campo magnético externo (pode-se imaginar a agulha de uma bússola orientada para o polo norte quando colocada no campo magnético da terra), com uma discreta minoria em direcção antiparalela.
As interacções térmicas entre os pequenos dipolos magnéticos e as macro-moléculas envolventes, levam a que os protões se agitem entre os estados de energia mais baixo (paralelo) e mais alto (antiparalelo), a todo o momento.