Ressonância Magnética by Imagiologia.com1.0

Ressonância MagnéticaExiste uma diferença constante entre o número de átomos nos dois estados de energia, o que leva ao aparecimento de uma magnetização de equilíbrio (MO), que representa o somatório dos dipolos magnéticos de todos os núcleos de hidrogénio por um determinado volume de tecido.

Esta magnetização de equilíbrio aponta no mesmo sentido que o campo magnético externamente aplicado, sendo contudo de muito menores dimensões que este último.
Quando submetidos a campos magnéticos muito fortes, a magnetização que os núcleos sofrem em alguns tecidos, poderá ser mais rápida que a sofrida noutro tipo de tecidos; também, tecidos diferentes variam na sua velocidade de desmagnetização: alguns desmagnetizam mais rápido que outros (de uma maneira simplifica da, representa a velocidade com que as moléculas num dado tecido são capazes de trocar energia entre si, isto é, magnetizar ou desmagnetizar).

Ao demonstrar as diferentes velocidades de magnetização e desmagnetização dos tecidos e órgãos do corpo humano, a Ressonância Magnética permite-nos determinar os constituintes destas estruturas.

Em termos práticos, são as velocidades de magnetização e desmagnetização de-
monstradas como diferentes escalas de cinzento, entre o preto-cinzento-branco nas imagens por Ressonância Magnética. Estamos assim a falar de intensidade de sinal, em que o branco é um sinal muito intenso e o preto o inverso.

São as intensidades de sinal nas imagens por Ressonância Magnética, dependentes classicamente de três factores principais:

A) As propriedades magnéticas inerentes dos tecidos (isto é, dos átomos nas moléculas que compõem estes tecidos, a grande maioria na água e nas moléculas de gordura), evidenciadas por:

  • TI (tempo de magnetização)
  • T2 (tempo de desmagnetização)

B) Fluxo - Se houver uma colecção líquida estática, esta produzirá um sinal muito elevado, devido ao conteúdo de água. Se móvel, no caso do sangue e do líquor, os núcleos de hidrogénio magnetizados movem-se para fora do volume de tecido examinado, não contribuindo assim para o sinal obtido. Desde modo, os líquidos circulantes produzem menor intensidade de sinal que líquidos estáticos. Esta perda de sinal é uma função da velocidade do fluxo, podendo ser usada para medir débitos sanguíneos.

C) Parâmetros utilizados para a realização da imagem.

  • TR (tempo permitido para um tecido magnetizar)
  • TE (tempo permitido para um tecido desmagnetizar)

 

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