Radiologia by Imagiologia.com1.0

RadiologiaOs equipamentos vieram a permitir exposições cada vez mais curtas, tanto através da melhor ia dos aparelhos de raios X, como pela evolução do registo radiográfico. O progresso das emulsões das películas e a utilização de ecrãs de reforço culminaram, quase um século depois, com o aparecimento da Laser e da Digitalização da Imagem.
 
O progresso dos contrastes foi determinante para a individualização das estruturas anatómicas e para a criação de uma semiologia radiológica. Primeiro, aconteceu a introdução directa numa estrutura oca. Depois, alcançou-se a utilização de um ciclo fisiológico. Assim se visualizaram estruturas mais inacessíveis, como as vias biliares e as vias urinárias.

A individualisação de estruturas pelos contrastes não contornou, porém, o problema das sobreposições anatómicas na projecção radiográfica. Por isso, pensou-se longamente como se havia de "cortar" um corpo, apagando o que estava à frente e atrás da estrutura que se queria estudar. Deste modo, nasceu a Tomografia Linear. Depois, veio a Tomografia de Movimentos Complexos tentando-se a individualização máxima das pequenas estruturas.

A análise das estruturas anatómicas veio a socorrer-se, mais tarde, de outros tipos de radiação. O emprego dos ultrasons teve, porém, um período de gestação bem mais longo do que os raios X. Efectivamente, as primeiras investigações remontam aos irmãos Curie, antecedendo a Descoberta de Roentgen. Hoje, a Ecografia, como a Ressonância Magnética não podem ser dissociadas na bateria de meios de diagnóstico pela imagem.

O pormenor dos fenómenos fisiológicos e fisiopatológicos só alcançou concretização, em muitos casos, com o contributo do Radiocinema e da Cineanálise. Um emprego clínico alcançado quase meio século depois das demonstrações simultâneas dos raios X e do Cinema, dos irmãos Lumiere, em populares" gabinetes fantásticos" nos Boulevards de Paris. Com as técnicas da Quimografia, obtiveram-se registos exactos de velocidades circulatórias e de movimentos de estruturas anatómicas.

A imagem radiológica continua a dividir-se em imagem estática e em imagem dinâmica. Há estruturas que se estudam só através de uma imagem fixa, como será o caso de um osso. Outras necessitam de uma análise durante os seus movimentos, como acontece p.ex. com o esófago. A apreciação dos movimentos poderá ser feita através do Intensificador de Imagem, para movimentos lentos. A análise pormenorizada de fenómenos muito rápidos já necessitará de um registo com grande número de imagens por segundo, para posterior análise ao retardador. Um exemplo desta última situação é dado pelos fenómenos da deglutição, que têm uma cadência extremamente elevada.

A colheita da Imagem Radiológica tem preceitos rigorosos, dela dependendo o êxito do exame. Para cada estrutura há um conjunto de incidências estabelecidas. Em muitos órgãos o posicionamento do doente deverá ser conduzido através do controlo de Intensificador de Imagem. No caso do Aparelho Digestivo, trata-se de individualizar as estruturas, dadas as variantes anatómicas da disposição dos orgãos ocos. Mas também importa escolher as fases mais adequadas durante a passagem do contraste.

 

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